Apesar do alívio trazido pelos três pontos na tabela, o clima no pós-jogo foi de cobrança severa nos vestiários do Esquadrão. Mesmo com o triunfo por 1 a 0 sobre o Mirassol, em partida válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni não escondeu a insatisfação e fez duras críticas ao desempenho da equipe, especialmente pela queda de rendimento na etapa complementar.
A bronca com a queda de ritmo:
O momento que mais tirou o treinador do sério aconteceu logo no início do segundo tempo, quando o Bahia reduziu a intensidade e permitiu que o adversário paulista criasse oportunidades e crescesse no confronto. Sem meias palavras, Ceni disparou:
“Foi uma merda. Não sei o que dizer, era o mesmo time, mas baixamos a concentração, já aconteceu em outros jogos. Foi o pior momento do nosso jogo”.
Dificuldade para fazer gols e tomadas de decisão:
Outro ponto nevrálgico abordado pelo comandante tricolor foi a baixa eficiência ofensiva do time. Embora o Esquadrão tenha criado chances para ampliar o marcador e liquidar a fatura mais cedo, a falta de pontaria manteve a equipe vulnerável até os minutos finais — culminando inclusive no pênalti perdido pelo adversário na reta derradeira da partida.
Questionado se o problema seria excesso de toque de bola, Ceni ponderou:
“Não acho que seja preciosismo. A gente tem dificuldade em fazer gols. A bola do Alejo, ele tinha que chutar, ele estava cansado, fica mais difícil escolher a melhor execução. São ajustes, tomadas de decisões que precisam ser ajustadas. São jogadores que não têm como principal a finalização”, completou o técnico, cobrando evolução rápida do grupo na reta decisiva da Série A.






