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Escândalo do Credcesta: Advogado de Jaques Wagner é apontado como sócio indireto de empresa investigada por fraudes

Novos desdobramentos nas investigações sobre o Credcesta — programa de crédito consignado operado pelo Banco Master e na mira de investigações por suspeitas de fraudes contra aposentados do INSS e servidores públicos — apontam conexões diretas com o núcleo político baiano.

A ligação societária:

De acordo com reportagem publicada pelo portal UOL, o advogado Ângelo Rezende, que atua na defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), foi apontado como sócio indireto da PKL One, empresa ligada ao programa. A participação ocorre por meio de uma complexa estrutura de fundos de investimento: a PKL One tem entre seus cotistas o fundo Gardênia, que por sua vez tem como único cotista o fundo MMPG, registrado em nome de Ângelo Rezende.

Proximidade e ligações telefônicas:

A gestão da PKL One é de responsabilidade de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro (do Banco Master). Segundo a Polícia Federal, Lima mantém forte proximidade com Jaques Wagner e, mesmo sem figurar formalmente no quadro societário, exerceria influência direta nas operações da empresa.

​A investigação policial destacou ainda o registro de 74 ligações telefônicas entre Augusto Lima e o senador Jaques Wagner em um intervalo de pouco mais de um ano (entre novembro de 2023 e maio de 2025). Vale lembrar que o próprio senador foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Compliance Zero, deflagrada em junho deste ano.

​A reportagem aponta também que a exclusividade do programa teria sido viabilizada no passado por um decreto assinado por Jaques Wagner quando ele atuava como secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, após a privatização da antiga Ebal.

O outro lado:

Procurados pela reportagem do UOL, o senador Jaques Wagner, o advogado Ângelo Rezende, Augusto Lima e Guilherme Sodré optaram por não se manifestar até o fechamento da matéria.

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