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ACM Neto rebate pedido de quebra de sigilo e questiona patrimônio de Jerônimo e Rui Costa

Em vídeo divulgado recentemente, o ex-prefeito de Salvador *ACM Neto respondeu a uma publicação feita pelo ministro Rui Costa e pelo governador Jerônimo Rodrigues, na qual os petistas solicitavam a abertura de seus dados sigilosos. Em sua manifestação, o oposicionista afirmou que seus sigilos bancário e fiscal já foram quebrados anteriormente por setores da Polícia Federal devido a perseguições políticas promovidas pelo PT. Neto declarou que sempre manteve suas contas à disposição da Justiça por ter construído seus bens em atividades empresariais lícitas, desafiando os adversários a prestarem esclarecimentos sobre controvérsias registradas no Estado.

Contrato dos respiradores e questionamentos a Rui Costa

Entre as acusações direcionadas ao ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, ACM Neto destacou a compra de 300 respiradores pagos com recursos públicos que jamais foram entregues à população. Com base em investigações da Polícia Federal, apontou que o próprio Rui Costa teria repassado o contato da empresa fornecedora ao então secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, para a negociação. O oposicionista também relembrou a justificativa apresentada pelo ministro sobre a aquisição realizada com uma empresa de maconha medicinal, alegando que a escolha ocorreu por ele não saber falar inglês.

No âmbito patrimonial, a cobrança envolveu a aquisição de um apartamento avaliado em R\$ 10 milhões em uma área de luxo na Bahia, questionando a compatibilidade da compra com o histórico de remuneração exclusiva de servidor público de Rui Costa. Além disso, foi citada uma fazenda de alto valor localizada entre os municípios de Ipiaú e Itajibá. Conforme noticiado pela imprensa nacional e confirmado por moradores locais, a propriedade é atribuída ao ministro, contudo não foi registrada em cartório por ele e permanece formalmente em nome da antiga proprietária.

Evoluição patrimonial de Jaques Wagner e apreensões da PF

As críticas também alcançaram o senador Jaques Wagner, citado pela compra de um imóvel de luxo avaliado em R\$ 10 milhões no Corredor da Vitória, em Salvador. De acordo com os dados apresentados no vídeo, o patrimônio declarado do senador teve uma evolução de 631% em oito anos, passando de R$ 3,3 milhões em 2018 para R\$ 24,5 milhões em 2026 — trajetória questionada por ter sido consolidada com vencimentos de servidor público.

Em contrapartida às alegações de Wagner de que possui apenas CPF, o apartamento em que reside e um sítio em Andaraí, ACM Neto mencionou operações recentes da Polícia Federal em endereços do senador em Salvador e Brasília. Na ocasião, agentes federais apreenderam 13 relógios de luxo e somas em dinheiro vivo (dólares, euros e reais) no quarto do parlamentar.

Cobranças ao governo Jerônimo Rodrigues

Direcionando-se ao atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ACM Neto criticou a manutenção do secretário de Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins (enteado de Jaques Wagner), no primeiro escalão do governo estadual. O secretário é investigado pela Polícia Federal por suposto recebimento de vantagens indevidas e teve seus bens bloqueados pela Justiça. Neto questionou a postura de proteção adotada pelo governador frente às investigações e ao bloqueio de bens do auxiliar.

Ao concluir a declaração, o ex-prefeito enfatizou que a cobrança por transparência deve ser aplicada de forma igualitária a todos os atores políticos, mantendo o questionamento sobre como lideranças do partido teriam alcançado expressivo crescimento patrimonial atuando unicamente no serviço público.

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