O clima de forte comoção e cobrança por justiça na entrada da convenção da chapa governista, realizada neste sábado (1º) no Parque de Exposições, em Salvador, terminou em violência. O ato pacífico organizado por familiares e amigos do comerciante Leonardo Gil Lima, o Léo Lanches — morto durante uma ação da Polícia Militar em São Cristóvão —, foi marcado por um tumulto generalizado e agressões físicas.
O que aconteceu:
De acordo com registros feitos no local pelo jornalista e candidato a deputado federal Uziel Bueno, a manifestação transcorria cobrando esclarecimentos sobre o caso quando um homem vestindo roupas vermelhas, que filmava a ação com um celular, começou a debater com os manifestantes.
A confusão escalou rapidamente: o homem tentou fugir, mas foi alcançado por várias pessoas e acabou sendo agredido no meio da rua. Policiais militares presentes no evento intervieram para conter os ânimos e a situação foi controlada após alguns minutos. Nas redes sociais, versões divergentes circularam sobre a identidade e a motivação do homem agredido, gerando intenso debate político na web.
O grito por justiça da família:
Em meio ao ato, amigos e familiares de Léo Lanches reforçaram as pautas e reivindicações centrais do movimento:
- Assistência financeira: Concessão de auxílio definitivo de dois salários mínimos para a viúva;
- ⚖️ Responsabilização criminal: Exoneração e julgamento na Justiça comum, como qualquer cidadão, do policial militar apontado como autor do disparo que tirou a vida do comerciante.
A manifestação evidenciou a dor e a revolta que continuam mobilizando moradores por respostas das autoridades.






