A política baiana registra um fato inusitado e de grande repercussão. O Avante, partido que integra a base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT), oficializou na última segunda-feira (27) a candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O detalhe crítico: o parlamentar está preso preventivamente desde o início de julho, após ser condenado em primeira instância a 36 anos e 9 meses de prisão no âmbito da Operação El Patrón.
Representação na convenção:
Como não pôde comparecer ao ato partidário devido à prisão, Binho Galinha foi representado por sua irmã, Kelly Cristina Escolano. Ela participou do evento ao lado do ex-deputado estadual e secretário da legenda, Humberto Cedraz, formalizando a disputa do parlamentar para o próximo pleito.
Nas redes sociais, a equipe do deputado celebrou o momento utilizando uma passagem bíblica (Provérbios 21:31) e destacou que a presença da família simboliza a continuidade do projeto político.
Posicionamento do Governo e emendas liberadas:
Questionado recentemente sobre o caso, o governador Jerônimo Rodrigues pontuou que separa a relação política da atuação da Justiça. O petista reconheceu que o parlamentar apoiou sua campanha em 2022, mas frisou que o processo tramita exclusivamente no âmbito judicial.
Apesar de estar detido, dados do Portal da Transparência revelam que o mandato de Binho Galinha seguiu movimentando recursos públicos, com cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares executadas pelo Governo do Estado desde o final do ano passado.






