O Aratu On e o Alô Juca foram palco de um debate tenso que expôs o abismo entre a vivência prática do policiamento e a militância política.
De um lado, o Soldado Corrêa, policial militar com quase 10 anos de atuação no Nordeste, trouxe um relato contundente sobre o dia a dia da profissão. Ele revelou já ter sido baleado e carregar até hoje um projétil de 9 mm alojado na bacia. Defensor da contratação da guarda municipal, o PM argumentou que a realidade de quem troca tiros nas ruas não pode ser compreendida apenas por teorias acadêmicas ou discursos partidários.
Do outro lado, Bruno Carianha rebateu destacando a importância do estudo e da leitura. Demitido de suas funções pelo prefeito Bruno Reis após participar de uma greve, ele defendeu que o posicionamento político é inevitável para quem rejeita a neutralidade.
O clima esquentou ainda mais com trocas de acusações sobre legendas partidárias e votações polêmicas, críticas ao MBL e a Nikolas Ferreira, além de memórias pessoais de tiroteios na infância em bairros como Pau Miúdo e Cidade Nova.






