O debate na área da saúde pública esquentou na corrida eleitoral baiana. A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, subiu o tom contra uma das principais propostas apresentadas pelo candidato da oposição, ACM Neto, para o setor: o chamado “PIX Saúde”.
O que diz o Governo do Estado:
Para a titular da Sesab, a proposta não passa de uma tentativa de maquiar uma prática que já é amplamente realizada pelo Estado e esconde o risco de priorizar a privatização da rede pública. Segundo Roberta, o governo baiano já mantém atualmente 3,7 mil leitos contratados na rede privada de forma complementar, além de serviços conveniados — a exemplo dos hospitais Santa Helena e São Vicente, em Jequié.
As críticas ao modelo:
Embora reconheça que a complementariedade entre público e privado seja um mecanismo previsto e utilizado pelo próprio SUS, Roberta questiona a centralidade dessa ideia no plano de governo adversário:
“O que me causa estranheza é isso ser o centro da proposta de um candidato a governador que diz querer fortalecer o Sistema Único de Saúde”, afirmou a secretária.
“O SUS se fortalece com a construção de hospitais estaduais, com policlínicas, com unidades básicas de saúde. Não pode ser o centro priorizar a privatização do Sistema Único de Saúde”, completou.
A secretária reforçou ainda que a proposta não apresenta nenhuma novidade estrutural para a gestão da saúde, resumindo-se ao modelo tradicional de credenciamento de serviços particulares já existente.






